
Ando há não sei quantos dias a tentar escrever alguma coisa, mas as ideias, que não são bem ideias são tantas que me perco. O Mário é que tem razão, porque se não escrevo logo, lá se vai... O título escrevi-o na minha última aula de sexta-feira. “O tempo parou no Tempo.” Por vezes tenho a sensação que ele passa demasiado depressa, mas há outras, em que duas horas parecem dois dias inteiros, em que cada segundo demora mais do que uma hora a passar...
Mas não era suposto este post ser sobre este assunto, portanto vou avançar.
Ora, tenho um professor que pertence à mesma categoria do que o Dani R. referiu no post do ucal, (eu cá prefiro agros... tem palhinha e dá para beber despercebidamente nas aulas) que deve passar cerca de 2/3 da vida a contestar a designação de “ser humano” quando no fundo deveríamos estar a falar em “pessoa”. Para esse mesmo professor, “o ser humano é, em média, 250 gramas de massa encefálica acima do Homo sapiens”e é também uma “generalização académica para falar da espécie”. Nunca tinha pensado muito neste assunto, mas o sr. até tem uma certa razão, porque quando penso em “pessoa”, penso em algo mais concreto. Consigo imaginar uma pessoa, com todas as suas características individuais que a distingue de todas as outras. Pensar num ser humano é como pensar em Deus. Não consigo visualizar uma pessoa quando falo em ser humano, visualizo apenas o vazio. E o errado desta designação está mesmo em usá-la quando, na verdade, queremos falar de pessoas. É muito bonito falar em “dignidade do ser humano”, quando não fazemos nada pela pessoa que está ao nosso lado... e já agora, o que é a dignidade? Esta foi outra questão levantada pelo “Rei”... Dignidade, dignidade, dignidade... É a palavra que aparece mais vezes no documento (aquele que eu não me lembro o nome) redigido por um certo senhor após a 2ª Guerra Mundial, que, quando questionado sobre o seu significado, não soube responder... Eu também não lhe consigo encontrar um significado concreto. Mas se formos a pensar nisso existe uma infinita lista de palavras na mesma situação.
Mudando outra vez de tema e, em forma de alerta, deixo aqui uma constatação de um outro professor:
“Quando dormimos com alguém, não dormimos só com essa pessoa, mas também com todas as outras que ela dormiu, incluindo os respectivos vírus.”
Solução apresentada: fecharem-se num convento - o que sinceramente não me parece que seja uma muito fiável...
P.S. (parece que agora está na moda colocar P.S. neste blog): Mário, desculpa lá a citação pseudo-indecente.


